Abre Campo
Localizado na Zona da Mata Mineira e integrante do Circuito Turístico Montanhas e Fé, Abre Campo é um município que se destaca tanto pela riqueza histórica quanto pelas belas paisagens.
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Com 470,551 km² de área, a cidade está a 216 km de Belo Horizonte e é servida por rodovias como a BR-262 e a BR-116. No clima predominam as características de um “tropical de altitude”, com temperaturas médias entre 10 °C e 18 °C e cerca de 1 300 mm de chuvas anuais. A cobertura vegetal é de Mata Atlântica, com remanescentes de floresta estacional semidecidual e áreas de proteção ambiental como as APAs Seritinga, Urucum e Jequeri. Entre os rios que cortam o território estão o Santana, o Matipó, o ribeirão Areia Branca e os córregos Duques e Laborda.
A história local começou com a ocupação de José do Vale Vieira, que recebeu sesmaria nos Sertões de Abre-Campo em 1755. Em 1741, o bispo Dom Frei João da Cruz criou na área a freguesia de Santa Ana e Senhora do Rosário da Casa da Casca. O nome “Abre Campo” tem duas explicações populares: uma afirma que bandeirantes, ao abrir picadas na mata, gritavam “abre campo!”; outra atribui a origem ao vocábulo indígena “cataxó” (ou “catoxé”), cuja tradução seria “abre campo”. Em 1734, Matias Barbosa da Silva, encarregado de desbravar a rota de Goiás, passou pela região com cerca de 70 homens e fundou um pequeno presídio. O distrito de Abre Campo foi criado por lei provincial em 1850, emancipou-se de Ponte Nova em 27 de julho de 1889 e, três anos depois, em 24 de maio de 1892, ganhou status de cidade.
Hoje, Abre Campo abriga cerca de 14,3 mil habitantes, sendo o nono município mais populoso da pequena região de Manhuaçu. O Produto Interno Bruto (PIB) alcança aproximadamente R$ 262,7 milhões e o PIB per capita é de R$ 19,6 mil.
A base produtiva, no entanto, mantém forte vocação rural. Abre Campo está inserida na zona cafeeira da Mata Mineira; a cafeicultura e a pecuária de corte e leite sustentam grande parte da produção local. A suinocultura tem ganhado importância nos últimos anos. Outro destaque são os alambiques de cachaça artesanal: alguns funcionam há mais de 80 anos, e a bebida produzida no município é reconhecida nacionalmente. Os relevos de Serra da Mantiqueira/Caparaó, o solo fértil e o clima ameno contribuem para a qualidade das colheitas.
A riqueza cultural se revela nas festividades religiosas e no patrimônio arquitetônico. A Igreja Matriz de Sant’Ana, construída no estilo colonial, é um dos principais símbolos locais. O templo reúne fiéis em missas e festas, especialmente durante o jubileu de Sant’Ana, a Festa do Rosário e a tradicional Festa do Peão de Boiadeiro. Outro ponto de interesse é a Pedra do Cruzeiro, formação rochosa próxima ao centro que oferece trilhas e mirantes com vista panorâmica da cidade.
Essa combinação de história, paisagens serranas, agricultura pujante e cultura viva faz de Abre Campo um destino acolhedor. Para quem busca tranquilidade, gastronomia mineira, belas vistas e a hospitalidade típica do interior, a cidade é um convite para conhecer mais da Zona da Mata e de suas tradições.



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